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›››ENTREVISTA - Maguito Vilela (PMDB) - Prefeito de Aparecida de Goiânia
 
 
‘Faço um desafio a Marconi Perillo’ Maguito Vilela
     Divulgação
O Prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, nega que a causa da quebradeira da Celg tenha sido a venda da usina de Cachoeira Dourada e defende a CPI para apurar o que houve com a empresa. Em entrevista à Tribuna, Maguito disse que, se continuarem duvidando da integridade do seu governo, fará um desafio ao ex-governador Marconi Perillo (PSDB). “Ele indica três experts da Polícia Federal e da Receita Federal para investigar minha vida e eu vou indicar três da Polícia Federal e da Receita Federal para investigar a dele. Aí vamos ver quem é honesto, essa será a prova dos nove em Goiás.” Além da CPI da Celg, Maguito falou da vinda do presidente Lula a Goiás, da reação do PMDB e dos planos do partido para 2010. Quanto a Aparecida, Maguito diz que a cidade foi transformada em um verdadeiro canteiro de obras.


Anapaula Hoekveld, Elizeth Araújo e Fernando Machado

Tribuna do Planalto - No Aparecida Tur o senhor visitou as obras do seu governo. Que balanço foi possível fazer?
Maguito Vilela - Hoje (quinta, 27) foi feita uma turnê pela cidade para mostrar para os secretários de todas as áreas e também o poder legislativo e outras autoridades o que está se realizando em Aparecida. A cidade se transformou em um verdadeiro canteiro de obras, sem exagero. Toda região de Aparecida tem máquinas fazendo asfalto, redes de esgoto, água tratada, construindo escolas, construindo unidades habitacionais, unidades de saúde...A cidade está promovendo a construção de inúmeras obras importantes para o desenvolvimento e para melhorar a qualidade de vida do povo. Foi feita uma limpeza geral em todos os 242 bairros, que foram roçados e tiveram os entulhos transportados. O lixo é coletado religiosamente. A cidade está com um outro astral. A cidade está viva, bonita, destampada, as avenidas estão com os meios fios pintados, e as faixas pintadas. A cidade está com o povo feliz com uma administração bastante ágil e dinâmica.

O grande anseio da população durante a campanha eleitoral foi o asfalto. A oposição apostava que o sr. não conseguiria recursos para asfaltar as ruas. Como está este trabalho?
Nós estamos com a meta de asfaltar neste primeiro ano 1 milhão de metros quadrados e vamos atingir a meta. Vamos asfaltar um milhão de metros quadrados em 25 bairros concomitantemente. Faremos agora o Vera Cruz e as Chácaras São Pedro. Isso é inédito. Nenhuma cidade do Brasil, hoje, asfalta 25 bairros ao mesmo tempo. Estamos também construindo praças, pistas de cooper para a população praticar esporte, fizemos em inúmeros lugares, iluminação , iluminamos muitas avenidas, trocamos lâmpada, revitalizamos avenidas com poda e plantação de árvores, e com jardinagem. O asfalto nós estamos cumprindo. Temos recurso do governo federal, do governo municipal e agora teremos também recurso de parceria com o governo do estado, que vai entrar com R$ 12 milhões para asfaltar de 2 a 3 bairros e a contrapartida nossa será de igual valor. Creio que teremos essa parceria em todos os anos de meu governo.

E com o governo federal?
O governo federal tem nos ajudado e tem correspondido às expectativas. E a ajuda mais substancial ainda virá.

A grande expectativa de sua eleição era de Aparecida ajudar a eleger um governador do PMDB. A cidade estará pronta para transferir esses votos?
A cidade tem uma tradição peemedebista. Aparecida de Goiânia sempre apoiou o PMDB e minha eleição teve uma votação bem expressiva. Sei que o partido ajudou muito. Mais temos uma composição de treze partidos políticos, todos eles no governo. Não tenho feito política partidária. Agora, sei que o candidato que formos apoiar no ano que vem vai ter, sem dúvida nenhuma, um apoio muito forte aqui. E não é segredo de ninguém que eu apoio a candidatura de Íris Rezende para o governo de Goiás.

E os deputados de Aparecida que faziam parte de um grupo contrário ao sr.?
Darei liberdade a todos os partidos para apoiarem seus candidatos aqui a deputado estadual, federal ou ao governo de Goiás. Vou ser um democrata. Agora, é lógico que vou apoiar os candidatos da cidade que estiveram conosco durante a nossa campanha. Todos aqueles que forem candidatos terão o meu apoio.

E aqueles que são de Aparecida, eles tem cooperado com sua administração?
Tem. O Sandro Mabel tem me ajudado, o Chico Abreu tem destacado emendas para cá, o senador Demóstenes Torres, a senadora Lúcia Vânia, a deputada Íris Araújo. Todos eles têm nos ajudado com emendas individuais ou de bancada. O Sandro Mabel, por exemplo tem sido um grande companheiro na busca de recursos para Aparecida. Não vou esconder o nome daqueles que estão ajudando Aparecida. Faço questão de dizer. A questão política nós vamos cuidar dela no ano que vem. Serei bastante democrático com o nosso partido.

Qual a sua leitura da vinda do presidente Lula a Goiás? Foi uma visita atrapalhada, que causou todo o estrago que se comenta no PMDB?
Não, de forma nenhuma. A visita de um presidente a um Estado e a uma capital é sempre muito importante. Infelizmente, as coisas boas não são divulgadas. O presidente Lula anunciou aqui a construção de milhares de casas e em várias cidades. Anunciou a duplicação da BR-060, que liga Goiânia a Jataí e a Santa Rita do Araguaia. Anunciou a ferrovia Norte-Sul. São obras importantíssimas para o desenvolvimento do nosso Estado. O presidente esteve com o governador que é do PP, com o prefeito que é do PMDB, com o seu partido que é o PT e todos os demais partidos que apoiam o seu governo estavam no palanque. Não, eu não posso entender a vinda do presidente como atrapalhada, pelo contrário, foi importantíssima, tanto no aspecto político quanto administrativamente. O presidente só vai definir apoio a este ou aquele candidato no final do ano, quando as composições estiverem sendo construídas, o arco de alianças, e sei que o presidente quer o apoio do PMDB, de todos os partidos da base, mas especialmente do PMDB. E o PMDB tem consciência de que é preciso marchar com o PT. É uma questão de sobrevivência para o PMDB e para o PT marchar juntos, não só no Estado, mas no País. Os dois partidos dependem um do outro para governar estados e para governar o País.

Os elogios a Meirelles não incomodaram o PMDB?
Poderia ter sido mais suave. Porque está se iniciando um processo político e o presidente pode apoiar um ou dois candidatos ao governo em Goiás, ele só não apoia, de forma nenhuma, o Marconi. Acho que ele exagerou e deveria ter mantido o equilíbrio entre os dois. Até porque o Iris tem uma história muito forte com o povo goiano. Um governador que fez muito e um prefeito que está fazendo muito por Goiânia, então acho que o Lula exagerou na dose. Mas isso já está superado. O Iris não se abate com essas coisas. Ele está firme pra disputar o governo pelo PMDB. Entendo que o Meirelles deverá ser candidato também pelo PP. E o Marconi vai ser pelo PSDB. E acho que quanto mais candidatos bons, melhor pro Estado e melhor pro povo também.

Porque o discurso do Lula e os elogios ao Meirelles causaram tanta polêmica e discussão?
Eu não vi polêmica alguma. Os elogios do presidente, e isso é importante, pois ninguém se ateve a este detalhe, foram ao dirigente do Banco Central, que equilibrou a inflação, melhorou a economia, que passou incólume por uma crise. Foram elogios técnicos e entendi isso perfeitamente. E acho que não só Meirelles, mas Guido Mantega, a equipe é digna de elogios. Ele não falou politicamente sobre Henrique Meirelles.

É possível o PMDB ter uma candidatura que não seja de Iris Rezende?
Não. Ninguém inventa candidatura. Quem escolhe candidato é o povo. O prefeito Iris Rezende é o melhor candidato, hoje, em Goiás, porque tem 50% das intenções de voto. Não podemos desprezar isso. Além da história dele, do trabalho, da revolução que fez no Estado nas duas vezes em que governou, o trabalho magnífico que ele faz em Goiânia em todos os setores, na educação, no transporte coletivo, asfalto, habitação. Além de toda a história dele, ele é um político de expressão nacional. Não podemos deixar de lançar mão de um candidato como Iris, que tem a popularidade que tem, para lançar outro candidato. A menos que o prefeito não queira, de forma nenhuma, ser candidato. Mas ele será candidato, terá apoio total do nosso partido. Terá apoio do PT e de outros partidos. Só vejo uma possibilidade do prefeito não ser candidato. É se tiver um candidato mais competitivo que ele e isso ele vai reconhecer. Mas se isso não acontecer ele será o candidato. O PT, eu entendo que pode lançar candidato também e é um direito do PT. Mas é mais fácil nós apoiarmos o PT em nível nacional e o PT coligar conosco em nível estadual. Se o PT apresentar um candidato altamente competitivo, a gente tem de estudar e discutir aliança. O PMDB nunca impôs candidatura. O PT sempre esteve aberto ao diálogo, o Rubens Otoni está aberto ao diálogo, então entendo que vamos nos entender, PT e PMDB em Goiás e no Brasil. E muitos outros partidos.

O PMDB teria outra alternativa caso o prefeito Iris não seja candidato?
Particularmente acho que todos os deputados federais do partido têm condições de ser candidato a governador. Vários deputados estaduais têm condições de serem candidato a governador. Temos nomes como o do presidente do PMDB, Adib Elias e outros grandes quadros.

Aliança no primeiro ou segundo turno?
Uma aliança pro segundo turno é mais fácil. No primeiro turno, o PP vai ter candidato, o PMDB vai ter, o PSDB vai ter e até o PT pode ter. No segundo turno é que vai ter campo fértil pra alianças. Agora, é lógico que ainda pode ter alianças no primeiro turno também, mas é mais entre PP e DEM, PSDB e PTB, e PT e PMDB.

Qual será o seu papel na campanha de 2010?
Eu vou ficar quatro anos na prefeitura. É um compromisso que eu tenho com o povo de Aparecida. Vou participar como prefeito da cidade orientando o povo da melhor maneira possível.

O nome do prefeito Maguito está descartado?
Totalmente descartado. Não admito nem conversar sobre este assunto. Tenho um compromisso muito sério com a população de Aparecida e eu sou homem de cumprir compromissos. Meu compromisso é de trabalho intenso durante quatro anos, de dia, à noite, sábados e domingos. Não disputarei eleições nesses quatro anos de forma alguma. Temos excelentes companheiros.

O sr. vê a hipótese de o PMDB deixar de ter candidato próprio para governador em 2010?
Se, de repente, houver outro candidato, de outro partido, da base do presidente ou da base que sempre esteve próximo ao PMDB, mais competitivo, é lógico que existe a possibilidade do PMDB apoiar outro candidato, desde que seja extremamente competitivo e esteja neste leque de alianças.

O partido pode abrir as portas para um outro candidato, como por exemplo Henrique Meirelles?
Acho difícil. A menos que Henrique Meirelles se filie ao partido, e tem de demonstrar competitividade. Agora, o PMDB apoiar um candidato de outro partido que não tenha a competitividade que o nosso tem, nós não vamos apoiar.

Como o sr. avalia o nome de Henrique Meirelles para a disputa do governo?
É um nome muito conhecido na área econômica e financeira. Na área política nunca foi testado, a não ser quando se candidatou para deputado federal, mas não exerceu o mandato, para podermos ver a atuação política. Então, é um grande brasileiro, reconhecido internacionalmente, mas na área de economia e finanças, não é conhecido como político, e nós sabemos que para ganhar eleição tem de ser político, tem, de ter carisma, tem de ser do agrado do povo, ninguém se faz governador de uma hora pra outra. Tem de ter história, militância política, tem de ter sido testado nas urnas. Governar um Estado, presidir um país, a pessoa tem de ter muita experiência nesta área.

Aparecida viverá momento áureo de desenvolvimento’

A visita de Lula incentivou a abertura, mais uma vez, da CPI da Celg e o PSDB já aproveitou para acusá-lo da quebradeira da empresa. Com o sr. vê isso?
Isso é fácil de resolver. Tem que ter CPI. Fui o primeiro goiano a pedir CPI na Celg a pouco tempo e a primeira CPI, quem deu início a ela foi o PMDB. O PMDB que pediu a CPI da Celg atendendo a meu pedido como presidente do partido. Acho que o povo goiano tem que conhecer a verdade sobre a Celg e eles camuflam e escondem a verdade e eu hoje quero a CPI, como quis no passado, e vou mais longe, tem que chamar a polícia federal, a Receita Federal, o BNDES, que foi o banco que financiou a venda de Cachoeira Dourada, eu tenho que ser ouvido como ex-governador. Outros tem que ser ouvidos como ex-governadores, acho que o ex-presidente Fernando Henrique, que obrigou a vender a Celg, obrigou em um contrato, tem que ser ouvido, como ele vendeu a Vale do Rio Doce, as telefônicas e obrigou todos os governadores da época a vender empresas e também para renegociar a dívida com o Estado eu tinha que vender a Cachoeira Dourada, Celg, Saneago, tudo e ainda consegui vender só uma. Ele tem que ser ouvido. Aqueles que fizeram a venda tem que ser ouvidos, a Aneel tem que ser ouvida. Tem que ser uma CPI honesta, transparente, profunda. Eu quero ser ouvido na CPI. Antes da minha oitiva na CPI eu vou franquear a quebra do meu sigilo bancário, do sigilo telefônico, do meu sigilo fiscal, entendo que todos os outros devem dar este exemplo. Vou colocar minha vida minha e a de todos os meus familiares à disposição da CPI e acho que todos que estão duvidando da integridade do meu governo deviam fazer o mesmo, inclusive o ex-governador do PSDB, que vive duvidando, ele também devia ser chamado, devia quebrar o sigilo dele da família dele e dos auxiliares dele para a verdade poder aparecer. Sou o político mais tranquilo deste país com relação a seriedade e honestidade, por isso vou quebrar o meu sigilo e de toda a minha família e acho que eles deveriam fazer o mesmo. E se continuarem duvidando, vou fazer um desafio ao ex-governador Marconi Perillo. Para ele indicar três experts da Polícia Federal e da Receita Federal para investigar a minha vida e eu indicar três da Polícia Federal e da Receita federal para investigar a dele. Aí vamos ver quem é honesto e quem é desonesto, essa é a prova dos nove aqui em Goiás.

O fato da CPI ser composta por integrantes mais ligados ao ex-governador preocupa o PMDB?
Não, não preocupa. Eu confio neles e acho que eles têm que ser sérios, honestos e fazer a coisa direitinho e punir quem deve. Quem for o responsável pelo endividamento da Celg tem de pagar por isso.

Eles dizem que o endividamento da Celg se deu por conta da venda de Cachoeira Dourada.
Isso é o maior blefe, a maior mentira. Aí que eles estão mentindo para o povo goiano. Porque a empresa de energia de Brasília não tem geradora e é superavitária. A maioria dos Estados não tem geradoras e as empresas são boas. O Brasil tinha de estar quebrado porque vendeu a Vale do Rio Doce que era a maior empresa pública do País, vendeu as telefônicas. E a Saneago, quem quebrou? E as outras empresas que estão quebradas, foi a Cachoeira Dourada também? Isso é blefe. A Celg comprava, mesmo com a Cachoeira Dourada, e ainda compra a energia de Furnas, de Itaipu e de Cachoeira Dourada. Ela compra energia por R$ 30 o KW e revende por R$ 90 o KW. Ela compra da Cachoeira Dourada por um preço e revende por três vezes o valor. Então, aonde está o prejuízo? Como? Eles têm de provar, porque eles compram a energia e vendem por três vezes o valor. Não há negócio melhor, no mundo do que comprar e vender energia, porque você compra e vende por três vezes o valor. A transmissão é da Celg, ela é a comercializadora. O que quebrou a Celg foi o desvio de recursos para outras coisas. No meu governo, a energia no campo, eu levei a 90% das propriedades rurais de Goiás. Fiz subestações em todo o Estado, e isso só fez valorizar a Celg. No meu governo a Celg e a Saneago eram superavitárias, davam lucro para o Estado. E depois começaram a dar prejuízo por quê? Eles sabem por quê...

O sr. acredita que a verdade vá aparecer?
Tem que aparecer.

A preocupação do presidente da Assembleia de requerer rapidamente a CPI da Celg foi uma tentativa de culpar o PMDB?
Sim, mas acho que deram um tiro no pé. Pois se fizer uma investigação bem-feita e chamar as instituições de fiscalização como a receita federal a Aneel a Polícia Federal e o BNDES para ajudar a apurar isso, nós saberemos direitinho a verdadeira história da Celg. O que eles alegam é esdrúxulo.

O empréstimo do BNDES à Celg vai sair?
Vai. É lógico. O governo Lula quer ajudar a tirar a Celg desse atoleiro. Agora, ele quer saber quem quebrou a Celg, ele tem o direito de saber e o povo goiano tem o direito de saber também e nós, políticos, temos a obrigação de esclarecer isso.

O empréstimo representa menos de um terço da dívida. O sr. acha que ela se recupera?
Eu não tenho dúvida nenhuma. A Celg bem administrada, sem os contratos milionários que fez com empresas terceirizadas, sem pagar os absurdos que pagou para advogados, com o número certo de advogados. Ela é uma das melhores empresas do mundo. É só fazer o que precisa ser feito. Agora, fazer o que eles fizeram, não tem empresa que agüenta não. Não é só a Celg não. Qualquer empresa eles teriam detonado.

Como o sr. vê esta crise no Senado?
Infelizmente é a irresponsabilidade da classe política. Podem querer compassar o Sarney, mas não é ele o culpado. Aquele mundo de atos secretos, de diretorias de salários, é tudo irresponsabilidade da classe política. Não tem país que aguenta isso. Você ter 81 senadores e 150 diretorias no Senado. Aquilo é culpa de todos. Todos os partidos têm senadores, todos já governaram a Casa, a culpa foi de todos.

O que tem de ser feito para corrigir?
Acho que a coisa pública tem de ser administrada como é na iniciativa privada. Com transparência, responsabilidade e com tudo em seus devidos lugares. Infelizmente, o Estado, as prefeituras, assembleias e câmaras só querem inchar, encher de funcionários, e ficam inchadas e inviabilizadas. A empresa pública deveria ser administrada como a particular.

Aparecida viveu um boom econômico com a chegada de novas empresas, como está este processo?
É impressionante. Não estamos conseguindo atender todas as empresas que querem vir para Aparecida gerar empregos. Tem vindo muitas e temos concedido muitas áreas para indústrias e empresas. Já vieram centenas e continuam vindo. Aparecida vai experimentar um momento áureo de desenvolvimento e geração de empregos.

A questão da área do “nem” está resolvida, do nem Goiânia nem Aparecida?
Fizemos parcerias na área de fiscalização para que ninguém deixe de pagar impostos porque está em Goiânia ou em Aparecida. Agora essas áreas limítrofes são fiscalizadas e não há mais o problema do nem. Os limites estão bem definidos.

A parceria administrativa entre Aparecida e Goiânia está funcionando?
Sim. Há uma boa vontade muito grande do prefeito Iris Rezende e minha. Não é só com Goiânia, os prefeitos de Senador Canedo, Hidrolândia, Aragoiânia, Bela Vista. Temos parcerias com várias cidades nas áreas de fiscalização, limpeza, saúde, educação. Há uma convivência muito boa com as prefeituras da região metropolitana.

O sr. é de Jataí e hoje administra uma outra cidade. O sr ainda acompanha a vida política de sua terra? Pensa em disputar a Prefeitura de Jataí algum dia?
Humberto é meu grande companheiro político. Toda vida foi. É um excelente administrador. Tinha certeza da vitória dele. Acho que Jataí está em excelentes mãos. Por isso e outras coisas que eu me candidatei aqui em Aparecida. Primeiro porque Jataí estava em boas mãos. Segundo porque Aparecida é uma cidade grande, com 515 mil habitantes hoje, que não tem água, não tem esgoto, não tem asfalto. É uma cidade carente de tudo. E eu sempre fui um político idealista. Sempre gostei de ajudar os menores e os mais necessitados. Acho que Aparecida precisava de um choque cultural, um choque político e um choque administrativo e entendi que aqui seria melhor trabalhar junto ao governo federal e as instituições pra melhorar a cidade de Aparecida. Porque não adianta ter uma capital com excelente qualidade de vida e uma cidade enorme ao lado com uma péssima qualidade de vida. Eu acho que nós que somos políticos por idealismo temos de enxergar essas coisas e enfrentar esses desafios. Então, eu vim para cá pelo desafio. Eu deixei a vice-presidência de governo do Banco do Brasil. O melhor cargo que já tive na minha vida. Melhor do que ser senador. A condição de trabalho, a estrutura do banco. Não é de hoje que é um dos maiores bancos da América Latina. Eu tinha três vezes o salário que eu tenho aqui hoje como prefeito. Viajava para todas as capitais brasileiras, nos melhores aviões, frequentando os melhores hotéis, os melhores restaurantes. O Banco do Brasil está no mundo inteiro. Eu deixei tudo isso para vir para cá justamente porque faço política por ideal. Não faço e nunca fiz política por interesse pessoal.

Como experiência política e influência no governo federal são canalizados na administração municipal?
Estamos juntos ao governo federal, aos ministérios, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, sensibilizando todo mundo para ajudar a resolver os problemas de Aparecida, que são grandes e graves. A questão da violência, por exemplo. É uma cidade extremamente violenta. Eu consegui agora com o ministro Tarso Genro o Pronasci, recursos pra investir no combate à violência. Câmeras nas ruas, aumento do quantitativo policial, melhoramento na guarda municipal, acompanhamento da PF. Enfim, conseguimos recursos pra reduzir a violência na cidade. Estou sensibilizando as autoridades, os ministérios das Cidades e da Integração Nacional pra asfaltamento, água e esgoto. Senão não vai melhorar a saúde, não vão melhorar as questões ambientais. Nada disso melhora se não tiver investimento em água tratada, rede de esgoto, asfalto porque as ruas de poeira trazem doenças alérgicas. Na época da chuva tem doenças contagiosas, falta de água tratada. A cidade sempre foi problemática na área da saúde, então estou mostrando essa situação ao presidente Lula, aos ministros e eles estão ajudando. Já temos recursos pra essas áreas.

E verbas estaduais?
Ainda não. Até agora não, mas tenho conversado com o governador pra gente fazer algumas parcerias. Até agora só recursos federais

Fonte: Tribuna do Planato

 
 

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


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