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Tribuna do Planalto
- No Aparecida Tur o senhor visitou as obras do seu
governo. Que balanço foi possível fazer?
Maguito Vilela - Hoje (quinta, 27) foi feita uma
turnê pela cidade para mostrar para os secretários de
todas as áreas e também o poder legislativo e outras
autoridades o que está se realizando em Aparecida. A
cidade se transformou em um verdadeiro canteiro de
obras, sem exagero. Toda região de Aparecida tem
máquinas fazendo asfalto, redes de esgoto, água tratada,
construindo escolas, construindo unidades habitacionais,
unidades de saúde...A cidade está promovendo a
construção de inúmeras obras importantes para o
desenvolvimento e para melhorar a qualidade de vida do
povo. Foi feita uma limpeza geral em todos os 242
bairros, que foram roçados e tiveram os entulhos
transportados. O lixo é coletado religiosamente. A
cidade está com um outro astral. A cidade está viva,
bonita, destampada, as avenidas estão com os meios fios
pintados, e as faixas pintadas. A cidade está com o povo
feliz com uma administração bastante ágil e dinâmica.
O grande anseio da população durante a campanha
eleitoral foi o asfalto. A oposição apostava que o sr.
não conseguiria recursos para asfaltar as ruas. Como
está este trabalho?
Nós estamos com a meta de asfaltar neste primeiro ano 1
milhão de metros quadrados e vamos atingir a meta. Vamos
asfaltar um milhão de metros quadrados em 25 bairros
concomitantemente. Faremos agora o Vera Cruz e as
Chácaras São Pedro. Isso é inédito. Nenhuma cidade do
Brasil, hoje, asfalta 25 bairros ao mesmo tempo. Estamos
também construindo praças, pistas de cooper para a
população praticar esporte, fizemos em inúmeros lugares,
iluminação , iluminamos muitas avenidas, trocamos
lâmpada, revitalizamos avenidas com poda e plantação de
árvores, e com jardinagem. O asfalto nós estamos
cumprindo. Temos recurso do governo federal, do governo
municipal e agora teremos também recurso de parceria com
o governo do estado, que vai entrar com R$ 12 milhões
para asfaltar de 2 a 3 bairros e a contrapartida nossa
será de igual valor. Creio que teremos essa parceria em
todos os anos de meu governo.
E com o governo federal?
O governo federal tem nos ajudado e tem correspondido às
expectativas. E a ajuda mais substancial ainda virá.
A grande expectativa de sua eleição era de Aparecida
ajudar a eleger um governador do PMDB. A cidade estará
pronta para transferir esses votos?
A cidade tem uma tradição peemedebista. Aparecida de
Goiânia sempre apoiou o PMDB e minha eleição teve uma
votação bem expressiva. Sei que o partido ajudou muito.
Mais temos uma composição de treze partidos políticos,
todos eles no governo. Não tenho feito política
partidária. Agora, sei que o candidato que formos apoiar
no ano que vem vai ter, sem dúvida nenhuma, um apoio
muito forte aqui. E não é segredo de ninguém que eu
apoio a candidatura de Íris Rezende para o governo de
Goiás.
E os deputados de Aparecida que faziam parte de um
grupo contrário ao sr.?
Darei liberdade a todos os partidos para apoiarem seus
candidatos aqui a deputado estadual, federal ou ao
governo de Goiás. Vou ser um democrata. Agora, é lógico
que vou apoiar os candidatos da cidade que estiveram
conosco durante a nossa campanha. Todos aqueles que
forem candidatos terão o meu apoio.
E aqueles que são de Aparecida, eles tem cooperado
com sua administração?
Tem. O Sandro Mabel tem me ajudado, o Chico Abreu tem
destacado emendas para cá, o senador Demóstenes Torres,
a senadora Lúcia Vânia, a deputada Íris Araújo. Todos
eles têm nos ajudado com emendas individuais ou de
bancada. O Sandro Mabel, por exemplo tem sido um grande
companheiro na busca de recursos para Aparecida. Não vou
esconder o nome daqueles que estão ajudando Aparecida.
Faço questão de dizer. A questão política nós vamos
cuidar dela no ano que vem. Serei bastante democrático
com o nosso partido.
Qual a sua leitura da vinda do presidente Lula a
Goiás? Foi uma visita atrapalhada, que causou todo o
estrago que se comenta no PMDB?
Não, de forma nenhuma. A visita de um presidente a um
Estado e a uma capital é sempre muito importante.
Infelizmente, as coisas boas não são divulgadas. O
presidente Lula anunciou aqui a construção de milhares
de casas e em várias cidades. Anunciou a duplicação da
BR-060, que liga Goiânia a Jataí e a Santa Rita do
Araguaia. Anunciou a ferrovia Norte-Sul. São obras
importantíssimas para o desenvolvimento do nosso Estado.
O presidente esteve com o governador que é do PP, com o
prefeito que é do PMDB, com o seu partido que é o PT e
todos os demais partidos que apoiam o seu governo
estavam no palanque. Não, eu não posso entender a vinda
do presidente como atrapalhada, pelo contrário, foi
importantíssima, tanto no aspecto político quanto
administrativamente. O presidente só vai definir apoio a
este ou aquele candidato no final do ano, quando as
composições estiverem sendo construídas, o arco de
alianças, e sei que o presidente quer o apoio do PMDB,
de todos os partidos da base, mas especialmente do PMDB.
E o PMDB tem consciência de que é preciso marchar com o
PT. É uma questão de sobrevivência para o PMDB e para o
PT marchar juntos, não só no Estado, mas no País. Os
dois partidos dependem um do outro para governar estados
e para governar o País.
Os elogios a Meirelles não incomodaram o PMDB?
Poderia ter sido mais suave. Porque está se iniciando um
processo político e o presidente pode apoiar um ou dois
candidatos ao governo em Goiás, ele só não apoia, de
forma nenhuma, o Marconi. Acho que ele exagerou e
deveria ter mantido o equilíbrio entre os dois. Até
porque o Iris tem uma história muito forte com o povo
goiano. Um governador que fez muito e um prefeito que
está fazendo muito por Goiânia, então acho que o Lula
exagerou na dose. Mas isso já está superado. O Iris não
se abate com essas coisas. Ele está firme pra disputar o
governo pelo PMDB. Entendo que o Meirelles deverá ser
candidato também pelo PP. E o Marconi vai ser pelo PSDB.
E acho que quanto mais candidatos bons, melhor pro
Estado e melhor pro povo também.
Porque o discurso do Lula e os elogios ao Meirelles
causaram tanta polêmica e discussão?
Eu não vi polêmica alguma. Os elogios do presidente, e
isso é importante, pois ninguém se ateve a este detalhe,
foram ao dirigente do Banco Central, que equilibrou a
inflação, melhorou a economia, que passou incólume por
uma crise. Foram elogios técnicos e entendi isso
perfeitamente. E acho que não só Meirelles, mas Guido
Mantega, a equipe é digna de elogios. Ele não falou
politicamente sobre Henrique Meirelles.
É possível o PMDB ter uma candidatura que não seja de
Iris Rezende?
Não. Ninguém inventa candidatura. Quem escolhe candidato
é o povo. O prefeito Iris Rezende é o melhor candidato,
hoje, em Goiás, porque tem 50% das intenções de voto.
Não podemos desprezar isso. Além da história dele, do
trabalho, da revolução que fez no Estado nas duas vezes
em que governou, o trabalho magnífico que ele faz em
Goiânia em todos os setores, na educação, no transporte
coletivo, asfalto, habitação. Além de toda a história
dele, ele é um político de expressão nacional. Não
podemos deixar de lançar mão de um candidato como Iris,
que tem a popularidade que tem, para lançar outro
candidato. A menos que o prefeito não queira, de forma
nenhuma, ser candidato. Mas ele será candidato, terá
apoio total do nosso partido. Terá apoio do PT e de
outros partidos. Só vejo uma possibilidade do prefeito
não ser candidato. É se tiver um candidato mais
competitivo que ele e isso ele vai reconhecer. Mas se
isso não acontecer ele será o candidato. O PT, eu
entendo que pode lançar candidato também e é um direito
do PT. Mas é mais fácil nós apoiarmos o PT em nível
nacional e o PT coligar conosco em nível estadual. Se o
PT apresentar um candidato altamente competitivo, a
gente tem de estudar e discutir aliança. O PMDB nunca
impôs candidatura. O PT sempre esteve aberto ao diálogo,
o Rubens Otoni está aberto ao diálogo, então entendo que
vamos nos entender, PT e PMDB em Goiás e no Brasil. E
muitos outros partidos.
O PMDB teria outra alternativa caso o prefeito Iris
não seja candidato?
Particularmente acho que todos os deputados federais do
partido têm condições de ser candidato a governador.
Vários deputados estaduais têm condições de serem
candidato a governador. Temos nomes como o do presidente
do PMDB, Adib Elias e outros grandes quadros.
Aliança no primeiro ou segundo turno?
Uma aliança pro segundo turno é mais fácil. No primeiro
turno, o PP vai ter candidato, o PMDB vai ter, o PSDB
vai ter e até o PT pode ter. No segundo turno é que vai
ter campo fértil pra alianças. Agora, é lógico que ainda
pode ter alianças no primeiro turno também, mas é mais
entre PP e DEM, PSDB e PTB, e PT e PMDB.
Qual será o seu papel na campanha de 2010?
Eu vou ficar quatro anos na prefeitura. É um compromisso
que eu tenho com o povo de Aparecida. Vou participar
como prefeito da cidade orientando o povo da melhor
maneira possível.
O nome do prefeito Maguito está descartado?
Totalmente descartado. Não admito nem conversar sobre
este assunto. Tenho um compromisso muito sério com a
população de Aparecida e eu sou homem de cumprir
compromissos. Meu compromisso é de trabalho intenso
durante quatro anos, de dia, à noite, sábados e
domingos. Não disputarei eleições nesses quatro anos de
forma alguma. Temos excelentes companheiros.
O sr. vê a hipótese de o PMDB deixar de ter candidato
próprio para governador em 2010?
Se, de repente, houver outro candidato, de outro
partido, da base do presidente ou da base que sempre
esteve próximo ao PMDB, mais competitivo, é lógico que
existe a possibilidade do PMDB apoiar outro candidato,
desde que seja extremamente competitivo e esteja neste
leque de alianças.
O partido pode abrir as portas para um outro
candidato, como por exemplo Henrique Meirelles?
Acho difícil. A menos que Henrique Meirelles se filie ao
partido, e tem de demonstrar competitividade. Agora, o
PMDB apoiar um candidato de outro partido que não tenha
a competitividade que o nosso tem, nós não vamos apoiar.
Como o sr. avalia o nome de Henrique Meirelles para a
disputa do governo?
É um nome muito conhecido na área econômica e
financeira. Na área política nunca foi testado, a não
ser quando se candidatou para deputado federal, mas não
exerceu o mandato, para podermos ver a atuação política.
Então, é um grande brasileiro, reconhecido
internacionalmente, mas na área de economia e finanças,
não é conhecido como político, e nós sabemos que para
ganhar eleição tem de ser político, tem, de ter carisma,
tem de ser do agrado do povo, ninguém se faz governador
de uma hora pra outra. Tem de ter história, militância
política, tem de ter sido testado nas urnas. Governar um
Estado, presidir um país, a pessoa tem de ter muita
experiência nesta área.
‘Aparecida viverá momento áureo de desenvolvimento’
A visita de Lula incentivou a abertura, mais uma vez,
da CPI da Celg e o PSDB já aproveitou para acusá-lo da
quebradeira da empresa. Com o sr. vê isso?
Isso é fácil de resolver. Tem que ter CPI. Fui o
primeiro goiano a pedir CPI na Celg a pouco tempo e a
primeira CPI, quem deu início a ela foi o PMDB. O PMDB
que pediu a CPI da Celg atendendo a meu pedido como
presidente do partido. Acho que o povo goiano tem que
conhecer a verdade sobre a Celg e eles camuflam e
escondem a verdade e eu hoje quero a CPI, como quis no
passado, e vou mais longe, tem que chamar a polícia
federal, a Receita Federal, o BNDES, que foi o banco que
financiou a venda de Cachoeira Dourada, eu tenho que ser
ouvido como ex-governador. Outros tem que ser ouvidos
como ex-governadores, acho que o ex-presidente Fernando
Henrique, que obrigou a vender a Celg, obrigou em um
contrato, tem que ser ouvido, como ele vendeu a Vale do
Rio Doce, as telefônicas e obrigou todos os governadores
da época a vender empresas e também para renegociar a
dívida com o Estado eu tinha que vender a Cachoeira
Dourada, Celg, Saneago, tudo e ainda consegui vender só
uma. Ele tem que ser ouvido. Aqueles que fizeram a venda
tem que ser ouvidos, a Aneel tem que ser ouvida. Tem que
ser uma CPI honesta, transparente, profunda. Eu quero
ser ouvido na CPI. Antes da minha oitiva na CPI eu vou
franquear a quebra do meu sigilo bancário, do sigilo
telefônico, do meu sigilo fiscal, entendo que todos os
outros devem dar este exemplo. Vou colocar minha vida
minha e a de todos os meus familiares à disposição da
CPI e acho que todos que estão duvidando da integridade
do meu governo deviam fazer o mesmo, inclusive o
ex-governador do PSDB, que vive duvidando, ele também
devia ser chamado, devia quebrar o sigilo dele da
família dele e dos auxiliares dele para a verdade poder
aparecer. Sou o político mais tranquilo deste país com
relação a seriedade e honestidade, por isso vou quebrar
o meu sigilo e de toda a minha família e acho que eles
deveriam fazer o mesmo. E se continuarem duvidando, vou
fazer um desafio ao ex-governador Marconi Perillo. Para
ele indicar três experts da Polícia Federal e da Receita
Federal para investigar a minha vida e eu indicar três
da Polícia Federal e da Receita federal para investigar
a dele. Aí vamos ver quem é honesto e quem é desonesto,
essa é a prova dos nove aqui em Goiás.
O fato da CPI ser composta por integrantes mais
ligados ao ex-governador preocupa o PMDB?
Não, não preocupa. Eu confio neles e acho que eles têm
que ser sérios, honestos e fazer a coisa direitinho e
punir quem deve. Quem for o responsável pelo
endividamento da Celg tem de pagar por isso.
Eles dizem que o endividamento da Celg se deu por conta
da venda de Cachoeira Dourada.
Isso é o maior blefe, a maior mentira. Aí que eles estão
mentindo para o povo goiano. Porque a empresa de energia
de Brasília não tem geradora e é superavitária. A
maioria dos Estados não tem geradoras e as empresas são
boas. O Brasil tinha de estar quebrado porque vendeu a
Vale do Rio Doce que era a maior empresa pública do
País, vendeu as telefônicas. E a Saneago, quem quebrou?
E as outras empresas que estão quebradas, foi a
Cachoeira Dourada também? Isso é blefe. A Celg comprava,
mesmo com a Cachoeira Dourada, e ainda compra a energia
de Furnas, de Itaipu e de Cachoeira Dourada. Ela compra
energia por R$ 30 o KW e revende por R$ 90 o KW. Ela
compra da Cachoeira Dourada por um preço e revende por
três vezes o valor. Então, aonde está o prejuízo? Como?
Eles têm de provar, porque eles compram a energia e
vendem por três vezes o valor. Não há negócio melhor, no
mundo do que comprar e vender energia, porque você
compra e vende por três vezes o valor. A transmissão é
da Celg, ela é a comercializadora. O que quebrou a Celg
foi o desvio de recursos para outras coisas. No meu
governo, a energia no campo, eu levei a 90% das
propriedades rurais de Goiás. Fiz subestações em todo o
Estado, e isso só fez valorizar a Celg. No meu governo a
Celg e a Saneago eram superavitárias, davam lucro para o
Estado. E depois começaram a dar prejuízo por quê? Eles
sabem por quê...
O sr. acredita que a verdade vá aparecer?
Tem que aparecer.
A preocupação do presidente da Assembleia de requerer
rapidamente a CPI da Celg foi uma tentativa de culpar o
PMDB?
Sim, mas acho que deram um tiro no pé. Pois se fizer uma
investigação bem-feita e chamar as instituições de
fiscalização como a receita federal a Aneel a Polícia
Federal e o BNDES para ajudar a apurar isso, nós
saberemos direitinho a verdadeira história da Celg. O
que eles alegam é esdrúxulo.
O empréstimo do BNDES à Celg vai sair?
Vai. É lógico. O governo Lula quer ajudar a tirar a Celg
desse atoleiro. Agora, ele quer saber quem quebrou a
Celg, ele tem o direito de saber e o povo goiano tem o
direito de saber também e nós, políticos, temos a
obrigação de esclarecer isso.
O empréstimo representa menos de um terço da dívida.
O sr. acha que ela se recupera?
Eu não tenho dúvida nenhuma. A Celg bem administrada,
sem os contratos milionários que fez com empresas
terceirizadas, sem pagar os absurdos que pagou para
advogados, com o número certo de advogados. Ela é uma
das melhores empresas do mundo. É só fazer o que precisa
ser feito. Agora, fazer o que eles fizeram, não tem
empresa que agüenta não. Não é só a Celg não. Qualquer
empresa eles teriam detonado.
Como o sr. vê esta crise no Senado?
Infelizmente é a irresponsabilidade da classe política.
Podem querer compassar o Sarney, mas não é ele o
culpado. Aquele mundo de atos secretos, de diretorias de
salários, é tudo irresponsabilidade da classe política.
Não tem país que aguenta isso. Você ter 81 senadores e
150 diretorias no Senado. Aquilo é culpa de todos. Todos
os partidos têm senadores, todos já governaram a Casa, a
culpa foi de todos.
O que tem de ser feito para corrigir?
Acho que a coisa pública tem de ser administrada como é
na iniciativa privada. Com transparência,
responsabilidade e com tudo em seus devidos lugares.
Infelizmente, o Estado, as prefeituras, assembleias e
câmaras só querem inchar, encher de funcionários, e
ficam inchadas e inviabilizadas. A empresa pública
deveria ser administrada como a particular.
Aparecida viveu um boom econômico com a chegada de
novas empresas, como está este processo?
É impressionante. Não estamos conseguindo atender todas
as empresas que querem vir para Aparecida gerar
empregos. Tem vindo muitas e temos concedido muitas
áreas para indústrias e empresas. Já vieram centenas e
continuam vindo. Aparecida vai experimentar um momento
áureo de desenvolvimento e geração de empregos.
A questão da área do “nem” está resolvida, do nem
Goiânia nem Aparecida?
Fizemos parcerias na área de fiscalização para que
ninguém deixe de pagar impostos porque está em Goiânia
ou em Aparecida. Agora essas áreas limítrofes são
fiscalizadas e não há mais o problema do nem. Os limites
estão bem definidos.
A parceria administrativa entre Aparecida e Goiânia
está funcionando?
Sim. Há uma boa vontade muito grande do prefeito Iris
Rezende e minha. Não é só com Goiânia, os prefeitos de
Senador Canedo, Hidrolândia, Aragoiânia, Bela Vista.
Temos parcerias com várias cidades nas áreas de
fiscalização, limpeza, saúde, educação. Há uma
convivência muito boa com as prefeituras da região
metropolitana.
O sr. é de Jataí e hoje administra uma outra cidade.
O sr ainda acompanha a vida política de sua terra? Pensa
em disputar a Prefeitura de Jataí algum dia?
Humberto é meu grande companheiro político. Toda vida
foi. É um excelente administrador. Tinha certeza da
vitória dele. Acho que Jataí está em excelentes mãos.
Por isso e outras coisas que eu me candidatei aqui em
Aparecida. Primeiro porque Jataí estava em boas mãos.
Segundo porque Aparecida é uma cidade grande, com 515
mil habitantes hoje, que não tem água, não tem esgoto,
não tem asfalto. É uma cidade carente de tudo. E eu
sempre fui um político idealista. Sempre gostei de
ajudar os menores e os mais necessitados. Acho que
Aparecida precisava de um choque cultural, um choque
político e um choque administrativo e entendi que aqui
seria melhor trabalhar junto ao governo federal e as
instituições pra melhorar a cidade de Aparecida. Porque
não adianta ter uma capital com excelente qualidade de
vida e uma cidade enorme ao lado com uma péssima
qualidade de vida. Eu acho que nós que somos políticos
por idealismo temos de enxergar essas coisas e enfrentar
esses desafios. Então, eu vim para cá pelo desafio. Eu
deixei a vice-presidência de governo do Banco do Brasil.
O melhor cargo que já tive na minha vida. Melhor do que
ser senador. A condição de trabalho, a estrutura do
banco. Não é de hoje que é um dos maiores bancos da
América Latina. Eu tinha três vezes o salário que eu
tenho aqui hoje como prefeito. Viajava para todas as
capitais brasileiras, nos melhores aviões, frequentando
os melhores hotéis, os melhores restaurantes. O Banco do
Brasil está no mundo inteiro. Eu deixei tudo isso para
vir para cá justamente porque faço política por ideal.
Não faço e nunca fiz política por interesse pessoal.
Como experiência política e influência no governo
federal são canalizados na administração municipal?
Estamos juntos ao governo federal, aos ministérios, o
Banco do Brasil, a Caixa Econômica, sensibilizando todo
mundo para ajudar a resolver os problemas de Aparecida,
que são grandes e graves. A questão da violência, por
exemplo. É uma cidade extremamente violenta. Eu consegui
agora com o ministro Tarso Genro o Pronasci, recursos
pra investir no combate à violência. Câmeras nas ruas,
aumento do quantitativo policial, melhoramento na guarda
municipal, acompanhamento da PF. Enfim, conseguimos
recursos pra reduzir a violência na cidade. Estou
sensibilizando as autoridades, os ministérios das
Cidades e da Integração Nacional pra asfaltamento, água
e esgoto. Senão não vai melhorar a saúde, não vão
melhorar as questões ambientais. Nada disso melhora se
não tiver investimento em água tratada, rede de esgoto,
asfalto porque as ruas de poeira trazem doenças
alérgicas. Na época da chuva tem doenças contagiosas,
falta de água tratada. A cidade sempre foi problemática
na área da saúde, então estou mostrando essa situação ao
presidente Lula, aos ministros e eles estão ajudando. Já
temos recursos pra essas áreas.
E verbas estaduais?
Ainda não. Até agora não, mas tenho conversado com o
governador pra gente fazer algumas parcerias. Até agora
só recursos federais
Fonte: Tribuna do Planato |