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“Insegurança” pública em Jataí
Presidente da Câmara vai organizar ato público

Em entrevista à ABD comunicação/Gazeta Popular, o presidente da Câmara de Vereadores de Jataí, Gênio Eurípedes Cabral de Assis (PMDB), também está assustado com os 24 assassinatos ocorridos em menos de cinco meses, este ano, na cidade. Gênio disse que pretende realizar, em breve, um ato público. Confira a íntegra da entrevista, a seguir.

Presidente, até agora Jataí tem um recorde lamentável de 24 homicídios ocorridos e registrados nestes cinco primeiros meses de 2009. Na sua opinião, como justificar esta nova e sangrenta realidade do nosso município?
Gênio – Na verdade, não há justificativa. Não pode haver condescendência para o que está havendo. Isso tudo que tem ocorrido é um absurdo, é um atentado à paz do nosso município. Se não corrermos atrás de providências emergenciais, Jataí acabará sendo rotulada, em nível nacional, como uma cidade perigosa, o que de fato não pode ser, pois seria muito danoso para todos os projetos que visam o desenvolvimento da cidade e beneficiar a nossa comunidade. A questão da segurança pública é muito séria, e deixa muito a desejar. O que está havendo é uma afronta à comunidade. Além da audiência pública que faremos em junho, eu já estou pensando em organizar um ato público percorrendo as principais avenidas, pessoas conduzindo faixas e cartazes, mostrando ao Estado que Jataí precisa ter uma segurança melhor aparelhada. Eu diria que não é só mostrar ao Estado, mas mostrar a todo o País que a violência começa a reinar por aqui.

Não podemos ter preconceitos para com aqueles que aqui chegam para morar, para trabalhar. Jataienses são todos aqueles que vêm para cá para trabalhar. Mas,ultimamente há uma proliferação da bandidagem, algo terrível que está tomando conta da nossa cidade. Bandidos de todos os tipos, praticando todo e qualquer tipo de delito, de criminalidade. E isso não pode continuar acontecendo. Estamos à mercê de, a qualquer momento, também sermos vítimas da violência. Acho que já está quase passando da hora de providências mais concretas serem tomadas.

Na sua opinião, essa “onda” de violência que está atemorizando Jataí, a comunidade local, ela é instigada, incentivada por essa migração exagerada, sem controle, que vem ocorrendo na cidade, causada nos últimos quatro anos por políticos irresponsáveis que divulgaram no País o engodo de que Jataí havia se tornado a “nova El Dorado” dos empregos no Brasil?
Gênio – Isso pode estar contribuindo. Eu disse a você e repito que deve ser considerado jataiense além daquele que aqui nasce, todos aqueles que aqui chegam para trabalhar, enfim, cada um que aqui chega para se estabelecer. Eu não quero preconceito com esse pessoal que aqui chega para trabalhar. Há também criminosos que nasceram e foram criados em nosso município. A segurança é para todos os cidadãos, os que aqui nasceram e também para os que aqui chegam para trabalhar e também para aqueles turistas que nos visitam diariamente, e mesmo para aqueles que estejam de passagem pela cidade e pelas rodovias que cortam Jataí.

Com relação à sua pergunta, eu digo que não quero preconceitos até que provem o contrário, até que as estatísticas venham a dizer qual o foco desta criminalidade, quais os tipos de pessoas que estão causando toda essa violência. Até que tenhamos uma estatística atualizada com informações completas e comprovadas sobre a questão da violência local, eu prefiro dizer que toda essa criminalidade, essa onda local de violência, é de nossa inteira responsabilidade no sentido de cobrarmos das autoridades competentes que aparelhem melhor a nossa segurança urbana e rural, pois a criminalidade também chegou na zona rural, o que é extremamente preocupante.

Qual sua sugestão, presidente, para que pelo menos haja uma tentativa, seja dado um primeiro passo mais eficiente para tentar resolver o problema da violência em Jataí? Sabemos que não é fácil resolver isso de uma hora para outra.
Gênio – Mostrar numericamente e comprovadamente esse índice atual de ocorrências violentas na cidade. A nossa audiência pública, marcada para 4 de junho, vai ser transmitida em áudio e imagens, em tempo real. O mundo inteiro vai ter acesso às discussões via internet. Esse ato público que pretendo organizar, partindo aqui da Câmara, mostrando os números da violência estampados em faixas e cartazes, isso vai chamar a atenção.

Se cruzarmos os nossos braços esperando que o governo tome alguma providência, ela não vai chegar. O governo vai tomar providências aonde o povo está cobrando estas providências. Lá em Goiânia, há uma verdadeira “república” de jataienses. São deputados, assessores políticos, gente embrionada no governo, ocupando espaços e mais espaços, e nós aqui não vemos resultados práticos quanto a isso. Temos, portanto, que cobrar providências dessa gente toda.


Fonte: ABD comunicação/Gazeta Popular


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